A Europa, o Renascimento, o Humanismo
e as Reformas Religiosas

Na Europa dos finais do século XV e do século XVI, surge o Renascimento e o Humanismo. "Era uma nova mentalidade e uma renovação cultural, que se distinguiam das mentalidade e da cultura medievais" ( Neves, 2002: 54). O Renascimento valorizava a pessoa  humana  ( Humanismo) e colocava o Homem no centro do Universo, baseando-se nos modelos estéticos e literários da antiguidade clássica. Nesta época aparecem na Europa grandes centros de actividade cultural como as cidades de Antuérpia, Roma, Florença, Lovaina, Cambridge, Oxford e Roterdão. Estas cidades constituíram os principais focos de difusão cultural. Aí eram discutidas novas  ideias políticas, religiosas e filosóficas.
Nestas cidades, encontravam-se assim, os grandes pensadores da época, de que são exemplo Damião de Góis e  Erasmo de Roterdão. Eram também frequentemente vistos importantes pintores que procuravam as cidades e os protagonistas destas vanguardas filosóficas.
Dois grandes exemplos foram Albrecht Dürer e Hans Holbein, o Jovem.

Simultaneamente gerou-se um movimento de crítica e de contestação à Igreja. O que causou revolta nos cristãos, sobretudo humanistas, foi o luxo e a ostentação em que viviam alguns membros do Alto Clero. As ideias humanistas propunham novas atitudes dentro do Cristianismo e o avanço dos conhecimentos científicos provocaram também grandes choques no interior da Igreja.
Martinho Lutero, monge alemão da ordem dos frades Agostinhos, iniciou um processo  de ruptura com a Igreja Católica Romana através do manifesto "95 Teses Contra as Indulgências". Aí ele criticava o modo como o papa Leão X "vendia os pecados" quando precisava de dinheiro como quando da construção da Basílica de S. Pedro.
Este processo que culminou com a excomunhão de Lutero e deu origem à Reforma Protestante.
A Igreja Católica respondeu repressivamente formando vários órgãos no exercício da chamada Contra-Reforma, das quais se destaca a Inquisição.
A Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício era constituída por um grupo de seis Cardeais que julgavam e condenavam todos os indivíduos suspeitos de simpatizarem com ideias Luteranas.

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